Parque Nacional da Tijuca – Aspectos gerais:
Localizado na cidade do Rio de Janeiro, até o ano de 1967 chamava-se Parque Nacional do Rio de
Janeiro. A nova denominação
originou-se do fato de se encontrar dentro dos limites de uma maciço denominado
“da Tijuca”. Foi criado em 6 de julho de 1961, pelo
Decreto Federal no 50.923, e sua área abrange 3.200
hectares. O relevo do Parque é
montanhoso abrangendo as serras de três Rios, da Carioca e da Pedra da Gávea,
com altitudes que variam de 80 metros, nos fundos do Jardim Botânico, até 1.022
metros no pico da Tijuca, ponto culminante da cidade do Rio de Janeiro. Paisagens de rara beleza foram formadas ao
longo do tempo na região, destacando-se o Vale dos Macacos, a Mesa do Imperador
e o Alto da Boa Vista, além da Pedra da Gávea, gigantesco afloramento em forma
de mesa.
O clima é tropical, quente e úmido, com um a dois
meses secos durante o ano. A temperatura
média anual oscila entre 220 a 240 C, com a
máxima atingindo 380 a 400 C e mínima de 40 a 80
C. O índice pluviométrico (quantidade de
chuvas) é de 1.250 a 1.500 mm anuais. A
vegetação da área é de floresta
atlântica densa, hoje em processo de
regeneração, após ter sofrido forte intervenção do homem no decorrer do tempo,
chegando a ser devastada para dar lugar a culturas de chá, cana-de-açúcar e
café.
Com o abandono das plantações
ocorreu uma reconstituição natural, acelerada pelo reflorestamento empreendido
em 1861, pelo Major Manuel Gomes Archer, que plantou no local, cerca de
10.000 mudas de diferentes espécies, em sua maioria nativas da região,
possibilitando a recuperação da floresta, com semelhança à original.
Histórico:
Preocupado com a falta d’água que afetava a
cidade do Rio de Janeiro, D. Pedro II
mandou plantar a Floresta da Tijuca em 1861, sendo este o
primeiro exemplo no Brasil, de reconstituição de cobertura vegetal com espécies
nativas.
Quando a cidade começou a crescer com a chegada da família real, as
florestas e as mata vizinhas começaram a ser devastadas para plantio, e suas
madeiras eram usadas, para lenha e carvão.
Com as plantações de café a coisa piorou ainda mais e até as encostas
das montanhas foram devastadas. Por
quatro vezes seguidas o Rio de Janeiro foi castigado por secas e com o
desmatamento houve um comprometimento das nascentes dos rios. Um trabalho planejado, com a desapropriação,
desde 1854, de terrenos, sítios e propriedades onde estavam as
nascentes, foi iniciado com o objetivo de reflorestamento com espécies
nativas. Apesar da forma pouco técnica
e pouco científica com que o trabalho foi realizado durante longos anos,
foram plantadas 90.000 árvores, dando origem a uma densa floresta.
Trilha do Pico da Tijuca:
Começa no Largo do Bom Retiro,
seguindo até a bifurcação com o Caminho do Papagaio, dali seguindo à direita
até o sopé do Costão do Pico da Tijuca, passando, à seguir, para a vertente
Nordeste do Pico, daí subindo em amplas curvas até o dorso entre os Picos
Tijuca-Mirim e Tijuca, subindo até a base da escada do pico (esculpida no
paredão), com seu corrimão de correntes e seus 117 degraus, chegando ao cimo do
pico, num percurso de 2.600 m.
Escadaria do Pico da Tijuca:
Escadaria
construída em 1920, para a visita do Rei Alberto da Bélgica ao Pico da
Tijuca.Este pico é o ponto mais alto do Parque Nacional da Tijuca, com 1022
metros de altitude. A primeira picada até o cimo deste
morro, foi aberta em 1853. Em 1885, o Barão d'Escragnolle, sinalizou esta, já
então trilha, para auxiliar os excursionistas. José de Alencar em Sonhos
d'Ouro, nos conta que, em 1872, esta trilha já era percorrida a pé e a cavalo.
Em 1920, o Presidente Epitácio Pessoa reformou a trilha e mandou que se
escavassem na rocha, localizada no topo do pico, degraus ladeados por corrimão
constituído por grossas correntes de ferro. Este corrimão com 120 metros de
correntes e 62 hastes margeiam os 117 degraus.
Justo o que eu procurava sobre corrimão de ferro e serralheria bh. Muito obrigada!
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