segunda-feira, 10 de março de 2014

Floresta da Tijuca - Pico da Tijuca


Parque Nacional da Tijuca – Aspectos gerais:




                Localizado na cidade do Rio de Janeiro, até  o ano de 1967 chamava-se Parque Nacional do Rio de Janeiro.  A nova denominação originou-se do fato de se encontrar dentro dos limites de uma maciço denominado “da Tijuca”.  Foi criado em 6 de julho de 1961, pelo Decreto Federal no 50.923, e sua área abrange 3.200 hectares.  O relevo do Parque é montanhoso abrangendo as serras de três Rios, da Carioca e da Pedra da Gávea, com altitudes que variam de 80 metros, nos fundos do Jardim Botânico, até 1.022 metros no pico da Tijuca, ponto culminante da cidade do Rio de Janeiro.  Paisagens de rara beleza foram formadas ao longo do tempo na região, destacando-se o Vale dos Macacos, a Mesa do Imperador e o Alto da Boa Vista, além da Pedra da Gávea, gigantesco afloramento em forma de mesa.



                O clima é tropical, quente e úmido, com um a dois meses secos durante o ano.  A temperatura média anual oscila entre 220 a 240 C, com a máxima atingindo 380 a 400 C  e mínima de 40 a 80 C.  O índice pluviométrico (quantidade de chuvas) é de 1.250 a 1.500 mm anuais. A vegetação da área é de floresta atlântica densa,  hoje em processo de regeneração, após ter sofrido forte intervenção do homem no decorrer do tempo, chegando a ser devastada para dar lugar a culturas de chá, cana-de-açúcar e café. 

                                    

             Com o abandono das plantações ocorreu uma reconstituição natural, acelerada pelo reflorestamento empreendido em 1861, pelo Major Manuel Gomes Archer, que plantou no local, cerca de 10.000 mudas de diferentes espécies, em sua maioria nativas da região, possibilitando a recuperação da floresta, com semelhança à original. 

                                   

Histórico:

           Preocupado com a falta d’água que afetava a cidade do Rio de Janeiro, D. Pedro II mandou plantar a Floresta da Tijuca em 1861, sendo este o primeiro exemplo no Brasil, de reconstituição de cobertura vegetal com espécies nativas.


             Quando a cidade começou a crescer com a chegada da família real, as florestas e as mata vizinhas começaram a ser devastadas para plantio, e suas madeiras eram usadas, para lenha e carvão.  Com as plantações de café a coisa piorou ainda mais e até as encostas das montanhas foram devastadas.  Por quatro vezes seguidas o Rio de Janeiro foi castigado por secas e com o desmatamento houve um comprometimento das nascentes dos rios.  Um trabalho planejado, com a desapropriação, desde 1854, de terrenos, sítios e propriedades onde estavam as nascentes, foi iniciado com o objetivo de reflorestamento com espécies nativas.  Apesar da forma pouco  técnica  e pouco científica com que o trabalho foi realizado durante longos anos, foram plantadas 90.000 árvores, dando origem a uma densa floresta.


                                         

Trilha do Pico da Tijuca:
        
 
     

            Começa no Largo do Bom Retiro, seguindo até a bifurcação com o Caminho do Papagaio, dali seguindo à direita até o sopé do Costão do Pico da Tijuca, passando, à seguir, para a vertente Nordeste do Pico, daí subindo em amplas curvas até o dorso entre os Picos Tijuca-Mirim e Tijuca, subindo até a base da escada do pico (esculpida no paredão), com seu corrimão de correntes e seus 117 degraus, chegando ao cimo do pico, num percurso de 2.600 m.























Escadaria do Pico da Tijuca:



         
      Escadaria construída em 1920, para a visita do Rei Alberto da Bélgica ao Pico da Tijuca.Este pico é o ponto mais alto do Parque Nacional da Tijuca, com 1022 metros de altitude.   A primeira picada até o cimo deste morro, foi aberta em 1853. Em 1885, o Barão d'Escragnolle, sinalizou esta, já então trilha, para auxiliar os excursionistas. José de Alencar em Sonhos d'Ouro, nos conta que, em 1872, esta trilha já era percorrida a pé e a cavalo. Em 1920, o Presidente Epitácio Pessoa reformou a trilha e mandou que se escavassem na rocha, localizada no topo do pico, degraus ladeados por corrimão constituído por grossas correntes de ferro. Este corrimão com 120 metros de correntes e 62 hastes margeiam os 117 degraus.
























segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Mergulho em Arraial do Cabo


ARRAIAL DO CABO - RJ




      

Capital nacional do mergulho, é dessa forma que Arraial do Cabo localizada no Estado do Rio de Janeiro, na Região dos Lagos se apresenta. Concentrando um grande número de operadoras de mergulho, a pequena cidade, vizinha das badaladas Cabo Frio e Búzios, mantém características típicas de uma vila de pescadores.

Fundada em 1503, pelo navegador Américo Vespúcio o Arraial do Cabo como depois viria a ser denominada, transformou-se em um cenário de fatos da história da colonização do litoral brasileiro, como ataques piratas, naufrágios e a construção de feitorias e igrejas.


A região é um paraíso para os mergulhadores e turistas, que se encantam com a transparência da água, belos pontos de mergulho e a infraestrutura das operadoras, com diversas ofertas de cursos e batismos, os preços são variados mas, como há muita concorrência, você pode achar um que seja atrativo. Essa diversidade de operadoras de mergulho, fazem com que em Arraial do Cabo, sejam encontrados os preços mais baixos que em outros lugares, como Angra, Ilha Grande ou Parati.



As praias de Arraial do Cabo são propícias ao banho de mar, a pesca e a prática de esportes náuticos. O clima é quente e úmido, com temperatura média de 25 graus no verão e entre 17 e 23 graus no inverno. Quem chega a Arraial do Cabo, mesmo que não mergulhe já percebe que o mar é a principal atração turística da cidade.



Uma dica imperdível e fazer um passeio de barco, há inúmeras opções oferecidas pelas pousadas ou diretamente no cais próximo a praia dos Anjos.



 Não deixe de conhecer a praia da Ilha do Farol muito bonita, com água cristalina onde se chega com as embarcações ,que deixam os turistas bem próximo praia.





Os turistas partem em barcos de diversos tipos e tamanhos, do cais localizado no canto da praia dos Anjos. Na parte da manhã é meio tumultuado e a dica é partir da pousada com tudo acertado.
  
 Depois, é só aproveitar o passeio e curtir ao chegar um bom prato de peixe ou frutos do mar, no restaurante ‘Garrafa de Nansen”, nome de equipamento oceanográfico, o cardápio conta também com pratos diversos, como churrasco e pizzas.




No roteiro estão incluídas outras belas enseadas, como a da praia do Forno, onde o “snorkeling”, é garantido próximo aos costões. Mas o que impressiona mesmo são as paisagens e o conjunto formado por rochas e o mar.

Algumas apesentam formas curiosas, como a cabeça de um primata em outras podemos observar cavernas e uma grande fenda na rocha onde esta fixada uma imagem religiosa.
De barco podemos observar o Pontal do Atalaia, um dos pontos turísticos mais conhecidos de Arraial e as praias ao redor. Facilmente nos deparamos com diversos animais marinhos, como tartarugad marinhas, peixe lua e outras espécies.






Imagem religiosa próxima a grande fenda na rocha

Local do Mergulho: Enseada do Cardeiro


O mergulho, batismo ou para mergulhadores certificados, começa no cais (Marina dos Anjos) localizado no canto da Praia dos Anjos, onde se concentram as embarcações tanto das inúmeras operadoras como as que partem com turistas para os passeios.




 
As operadoras cobram diversos preços, então a negociação deve ser feita tanto na sede como no próprio cais. Pois em alguns casos os valores podem ser mais baixo devido a oferta de vagas nos barcos.






  



Estando tudo certo, partimos para a Enseada do Cardeiro, local do mergulho que atende por esse nome  devido a grande concentração de cactos dessa espécie.




Enseada do Cardeiro







A característica mais interessante do local é a presença de espécies invasoras de corais moles ( alcionários ) provavelmente oriundos do indo-pacífico, que podem ter vindo presos a plataformas de petróleo.

Água viva, muito comum na região



Peixe -Sapo







São corais belíssimos, ficam na areia junto às pedras, e as maiores colonias chegam a mais de um metro de altura, de cor rosada. Excelente ponto para macro-fotografia.


Local do mergulho

O curioso fenômeno da Ressurgência:

       O Fenômeno da Ressurgência (um fenômeno de raríssima ocorrência), tão comentado e muitas vezes mal explicado, consite no afloramento à superfície de águas profundas (350 metros) e frias que por estarem em uma região onde a luz solar não alcança (afótica) são ricas em nutrientes, em maior quantidade que as das camadas superficiais, esgotadas pelo intenso consumo dos organismos presentes (fitoplâncton) que, pelo processo da fotossíntese, transformam a matéria inorgânica em orgânica.

Fundo a cerca de 10 metros



Recife de Corais

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Pedra do Maforte – São Pedro da Serra e Lumiar

      


       Se você curte lugares tranquilos, com boa gastronomia e paisagens deslumbrantes entre vales e montanhas, o circuito Mury – Lumiar – São Pedro da Serra é uma ótima escolha para uma boa escapada dos grandes centros urbanos.
 
     Distante cerca de 170 km da capital Rio de janeiro e 34km de Nova Friburgo, as cidades de Lumiar e sua vizinha São Pedro da Serra, oferecem diversas opções de lazer e aventura. As duas proporcionam uma estadia tranquila com  restaurantes e hospedagens para todos os gostos.  




    

    Os aventureiros vão se deliciar com as pequenas vilas e povoados, o artesanato local  e aproveitar as cachoeiras e “praias de rio”, como o Poço Feio, em Lumiar, que de feio, só tem o nome,   segundo relatos recebeu essa alcunha devido ao medo que as mães tinham de seus filhos brincarem em suas águas.
  


 Atrai banhistas pelo grande lago formado e pela tirolesa sobre o rio, localizada em uma propriedade particular, conta com restaurante e infraestrutura para camping.  


Em São Pedro, uma simpática vila de colonização suíça, com uma população de aproximadamente 4.000 pessoas, podemos encontrar uma tranquilidade maior que em Lumiar,  sendo uma ótima opção para quem gosta de sossego.



      
   As caminhadas oferecem diversos níveis de dificuldades, sendo que em algumas há a necessidade do uso de guias treinados, mas para a maior parte dos visitantes bastam apenas algumas  minutos andando e já encontramos trilhas que levam a pico montanhosos. 













Um dos mais conhecidos da região, a Pedra do Maforte, situada em São Pedro da Serra, com 1.385 metros de altitude, é uma caminhada atraente para quem está hospedado nas pousadas e hotéis.  Ele domina a paisagem apresentando-se imponente e desafiando a coragem e disposição dos trilheiros.





    Quanto a gastronomia o que não falta são opções, as mais variadas, desde comida típica com tempero suíço e alemão a pratos mais simples.



 Quem aprecia uma boa truta, os restaurantes oferecem cardápios variados com a iguaria, e o clima da região parece que ajuda, como os próprios moradores reconhecem:  “A truta só dá em água cristalina e de baixa temperatura.  Aqui temos isso.”  Em São Pedro, o restaurante do Dê mistura receitas baianas e francesas, enquanto que em outros restaurantes o ponto forte são fondue de variados tipos e sabores, muito apreciado durante o inverno, quando faz muito frio.